sábado, 19 de janeiro de 2013

É PRECISO ERGUER A CABEÇA




Ás vezes, é preciso erguer a cabeça, olhar para trás, e ver que nada foi em vão. É preciso acreditar, que as coisas mudarão. Mais é difícil acordar, e ter que encarar um mundo, que é maior do que você. É difícil ter que encara-lo, e falar: Eu Quero! É difícil sim, mais se tem força de vontade, e quando você quer, e aquele é o seu objetivo, nada é impossível. Quando se tem um Deus, maior que você, ai  que é o seu mundo; é preciso erguer-se, seguir em frente, levantar a cabeça, e dizer: 
Eu Consigo.
 


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

CONSTRUÇÕES DE PAPEL




Fiz um avião de 
papel e ele voou.
Fiz um barco de 
papel e ele navegou.
Fiz um coração de 
papel e ele não bateu... 


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

FLORES


Era preciso agradecer às flores
Terem guardado em si,
Límpida e pura,
Aquela promessa antiga
Duma manhã futura.


Sophia de Mello Breyner


" A CASA DO CORAÇÃO "


O coração tem dois quartos:
Moram ali, sem se ver,
Num a Dor, noutro o Prazer.

Quando o Prazer no seu quarto
Acorda cheio de ardor,
No seu, adormece a Dor...

Cuidado, Prazer! Cautela,
Canta e ri mais devagar...
Não vá a Dor acordar....


Friedrich Rückert - Tradução de Antero de Quental


A ILUSÂO

"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser donos 
das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que 
amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que 
tudo podia ser meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares


"MEU OLHAR SOBRE AS COISAS"


"Gosto de olhar as pedras e os desenhos 
do vento na superficie da água, gosto de 
sentir as modificações da luz quando o 
sol está desaparecendo do outro lado do 
rio, gosto de sentir o dia se transformando 
em noite e  em  dia outra  vez,  gosto de 
olhar as crianças brincando no corredor 
de entrada e das palmeiras que existem 
no meio da minha rua — gosto de pensar 
que vou sempre ter olhos para gostar 
dessas coisas, e por mais sozinho ou 
triste que eu esteja vou ter sempre esse 
olhar sobre as coisas."
 
Caio Fernando de Abreu

ONTEM CHOREI


Ontem chorei. Por tudo que fomos. 
Por tudo o que não conseguimos ser. 
Por tudo que se perdeu. Por termos 
nos  perdido. Pelo  que queríamos 
que fosse e não foi. Pela renúncia. 
Por  valores  não  dados.  Por erros 
cometidos. Acertos não comemorados. 
Palavras dissipadas.Versos brancos. 
Chorei pela guerra cotidiana. Pelas 
tentativas  de  sobrevivência. Pelos 
apelos de paz  não atendidos. Pelo 
amor derramado. Pelo amor ofendido 
e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo 
respeito empoeirado em cima da estante. 
Pelo carinho esquecido junto das cartas 
envelhecidas no guarda- roupa. Pelos 
sonhos  desafinados,  estremecidos  e 
adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. 
Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e 
voou. E não volta mais, pois que hoje 
é já outro dia. Chorei.

Caio Fernando de Abreu

CAIXA MAGICA


Eu carrego comigo uma caixa mágica 
onde eu guardo meus tesouros mais 
bonitos. Tudo aquilo que eu aprendi 
com a vida, tudo o que eu ganhei com 
o tempo e que vento nenhum leva. (…) 
O pouco é muito pra mim. O simples é 
tudo que cabe nos meus dias. Eu vivo 
de muitas saudades. E quem se arrebenta 
de tanto existir, vive pra esbanjar sorrisos 
e flashes de eternidade.”

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

20 DE JANEIRO - DIA DE SÃO SEBASTIÂO


São Sebastião nasceu em Petrória *, na Itália, de acordo com Santo Ambrósio, por volta do século III. Pertencente a uma família cristã, foi batizado em criança. Mais tarde, tomou a decisão de engajar-se nas fileiras romanas e chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do Imperador Diocleciano. 

Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele.
Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. O imperador se queixou de que tinha confiado nele, esperava dele uma brilhante carreira e ele o havia traído.
Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito à apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. No entanto, uma viúva chamada Irene retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou.
Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.

DISSABOR


  
 

Tenho no peito um disabor
Não é constante, não tem pausa
Não tem de fato um causador
Apenas dói e não tem causa.

Procuro em vão uma reposta
Mas minha mente tão cansada
É fragil, tola, tão exposta
Assim a fez a dor causada.

Virá um dia, assim o creio,
Que nada disso me causasse
A dor que brota em meu peito
Explode, escorre pela face.

POR DO SOL


 



 Meu pensamento sempre voa
Não por um motivo preciso,
Ele Apenas se lança à toa
Porque é vago e indeciso.

Mas há um lugar eu sei
Onde ele pretende chegar,
Este lugar eu mesmo criei
E foi isso que o fez voar.

E um dia estou bem certo
As suas asas o levarão,
Nós dois iremos, decerto
E os outros não saberão.


Marcus Di Philippi


FEBRIL



A dor do vento espalha
cantiga que entalha
A v
Em horas de desalento
Uma
oz mosaica do vento.

É uma canção machucada
Versos feitos de dores
Com Feridas e batucadas
Lágrimas, medo, tambores.

E num cortejo martela
Para além de se ver
Aquilo que não revela,
Tentando se esquecer.

Crônica: O primeiro quarto - Livro: Coisas da vida



" Poucos são os que tem
privacidade para ficar tristes.
Nesse mundo de vigília e patrulha constantes,
é um luxo poder sofrer
sem ter ninguém nos observando "



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

MEU FRACASSO ...


O que estava antes tão certo para mim, mudou
Já não tenho mais dominios sobre as ondas do oceano...
Elas vão e vem, e eu não consigo saber onde vão parar.
Talvez a culpa tenha sido minha , Que deixei nas mãos 
do destino Toda ordem e resolução, Talvez, tenha sido 
culpa da minha covardia, Dos meus medos
Das dúvidas que se abrigavam no meu CORAÇÃO
Hoje em dia, olho para o amar ...  Eu penso, eu choro!
Permiti que o caos pudesse nele se abrigar.  Já não 
tenho mais o que fazer Além de manter esperanças e 
rezar Para que tudo volte ao normal...
Ou que o novo, talvez...
seja a solução que me fará novamente brilhar...




TRISTEZA

 
"Tomara

Que a tristeza te convença

Que a saudade não compensa

E que a ausência não dá paz

E o verdadeiro amor de quem se ama

Tece a mesma antiga trama

Que não se desfaz

E a coisa mais divina

Que há no mundo

É viver cada segundo

Como nunca mais..."




Vinícius de Moraes